A Crise
Dizia-me um amigo meu que como nós, Portugal, estamos constantemente em crise, esta crise nem vai fazer muita mossa. Já estamos habituados, os outros é que não.
lol.
Eu, como muita outra gente, estou no aperto. Mas não vou entrar por aí - pelas empresas a fechar legitimamente, pelas empresas simplesmente a "limpar fileiras" e a libertar os trabalhadores que têm a mais, pelos juros dos bancos, etc - mas sim pelo impacto que esta crise mundial terá na música, e em especial no Hip Hop.
Enquanto que por cá, os números de cd's vendidos são irrisórios - tanto pelo empresta-empresta, como pelo passa-meolinknomailómeusacana - lá do outro lado do oceano importam uma beca. Como tal, partindo do príncipio que as majors continuam burras pra cacete e vão continuar a ver o mp3 como inimigo e a música como produto e não serviço, vamos ver mais do mesmo:
lol.
Eu, como muita outra gente, estou no aperto. Mas não vou entrar por aí - pelas empresas a fechar legitimamente, pelas empresas simplesmente a "limpar fileiras" e a libertar os trabalhadores que têm a mais, pelos juros dos bancos, etc - mas sim pelo impacto que esta crise mundial terá na música, e em especial no Hip Hop.
Enquanto que por cá, os números de cd's vendidos são irrisórios - tanto pelo empresta-empresta, como pelo passa-meolinknomailómeusacana - lá do outro lado do oceano importam uma beca. Como tal, partindo do príncipio que as majors continuam burras pra cacete e vão continuar a ver o mp3 como inimigo e a música como produto e não serviço, vamos ver mais do mesmo:
- apostas só em sureshots (não em termos musicais, mas sim em termos de rentabilidade - ringtones, anyone?) ;
- Decréscimo da qualidade vs. aumento do ridículo.
Não são novidades nenhumas. Resta saber o que vão fazer as indies.
Por cá, se os cd's já vendiam pouco (bem, quase nada), imaginem agora. Conclusão, se as editoras que tinhamos por cá - indies, por mais voltas se dê - já andavam com a corda na garganta, imaginem agora.
Portanto, face ao estado da nossa carteira e do ar que ela contêm, o que é que vamos fazer?
Nós ( liderados pelo Monstro) já arranjámos uma solução possível. Não quero adiantar mais - tudo a seu tempo.
E vocês?
Por cá, se os cd's já vendiam pouco (bem, quase nada), imaginem agora. Conclusão, se as editoras que tinhamos por cá - indies, por mais voltas se dê - já andavam com a corda na garganta, imaginem agora.
Portanto, face ao estado da nossa carteira e do ar que ela contêm, o que é que vamos fazer?
Nós ( liderados pelo Monstro) já arranjámos uma solução possível. Não quero adiantar mais - tudo a seu tempo.
E vocês?


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5 dicas:
OH.
SHIT.
Preciso de comentar de novo.
"majors continuam burras pra cacete"
BURRAS PRA CACETE is mad funny.
Acho que isso é Lisboas para BURROS COMÓ C******!
Mas on the real, sinto que tirei um bilhete para a primera fila para o dia do apocalipse das mini-editoras.
Sit back and watch shit burn.
Não sei mesmo como é que o pessoal se vai safar. Acho que há um certo medo de discutir isto por aí também.
Man, sabes bem como é. O triste é todos saberem o que se está a passar, mas ainda se acredita que vai tudo passar, tipo pesadelo.
O problema é que é um pesadelo, mas é em Elm Street. E o Freddy tá-se a cagar que tu sejas bom ou mau.
"Burras pra cacete" - é mais ou menos isso, lol
Bem, quanto à forma como as editoras encaram a música, não há dúvida que já estava na altura de mudar de perspectiva, porque a Internet está a fodê-las e bem.
Quanto aos soluções que as editoras podem adoptar para não caírem no buraco, isso já é uma pergunta difícil...
Vender em MP3 sempre pode ficar mais barato, mas não passa de uma hipótese provisória, acho. Anyway, como não tenho contacto com nenhuma editora, também não sei bem que tipo de solução lhes poderia interessar...
Talvez, como li em algum lado, as editoras no futuro não sejam mais do que empresas de publicidade e acumulem as funções de fazer render o disco, como pôr o single a
rodar nas rádios, fazer um ou mais videoclips, etc.
Podes ligar este assunto àquele texto que fizeste sobre a morte do CD.
Então quando vier o tempo certo conta lá a tua estratégia...
Fica bem, e parabéns pelo regresso!
Obrigado, estrofe, eheh!
Em relação à nossa estratégia, mais explicações vão chegar em breve. Com certeza não é uma solução revolucionária ou fail-proof, mas digamos que é uma solução de/para quem quer por música cá fora e tentar fazer evoluir alguma coisa.
Tal como disse no post do cd, acredito mais no estilo serviço do que no estilo produto, mas, como já foi provado vezes sem conta, a industria musical é muito retrógrada, e mudar o modelo de business deles é uma tarefa digna de entrar nos 12 trabalhos de Hércules tb...
PS: fiquei contente também de ver o teu blog a rockar outra vez!
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